O que cantávamos

 

 

Paródia do Hino do Soldado

Nós somos do Pedro II
Somos no estudo os maiorais
Formamos a cabeceira
Dessas fileiras colegiais
A nossa peninha encerra
Toda a grandeza da nossa terra
Nós somos os sucessores
Dos grã-monarcas imperadores

Cachaça queremos no balcão
A pinga queremos com limão
Porém se a Pátria amada
Precisar da macacada
Putas merda que cagada!
Amor febril pelo barril
Só dá pau d’água nesse Brasil

E quem não gostou dos versos
Com licença da palavra
Vá prá puta que o pariu!

 

Paródia da música Cisne Branco
( da Marinha do Brasil)


Somos alunos do Pedro II,
Somos esporrentos da cabeça aos pés,
Nosso estandarte é um penico sem fundo
E o nosso esporro das sete às dez.
Por qualquer coisa nós damos porrada,
Não temos medo da cachorrada,
Lá na cidade nós somos os tais,
No Engenho Novo os maiorais.
Paródia da marchinha carnavalesca
Sai daí seu Tranca-rua
(Paródia de Ovídio J. Guilhon e Jorge José)

Sai daí policial.
Abandone o meu portão
Minha farda tem peninha,
Mas a sua não tem não...

Se você não me atender,
Vai haver um fuzuê...
Ê, ê, ê! Ê, ê, ê...
Você vai me dar cacete,
Eu vou dar pau em você.

Pedro II é Valentão Porque é Padrão
(Paródia da vinheta do Programa César de Alencar,
da Rádio Nacional)

Pedro II é valentão porque é Padrão
Dizemos isto porque estamos com a razão.
Imperador não foi doutor,
Mas era o tal e ainda é o maioral.
Estamos falando da Sucessão.
Pedro II é o Colégio Padrão!
Peninha na Gola

Quem é que tem uma peninha na gola
E que tem fama de ser vagabundo,
Mas que conquista o coração de todo mundo?
Ê, ê, ê, ê... Pedro Segundo!

Paródia do frevo Invocação
(Filinto, Pedro Salgado, Guilherme
Fenelon, cadê teus blocos famosos? ...)


Adeus, Pedro Segundo
Irei para bem longe
Vou vagar pelo mundo
Passei de ano
Eles me deram um papel
E me disseram
Agora és Bacharel
Aos colegas que ficam
Muitas felicidades
São os votos dos que hoje vão
e para os funcionários
nós desejamos
aumentos nos seus salários.
Adeus, adeus, minha gente
que é triste a despedida
Ao ouvir a Taboada
bate forte o coração
Adeus, meu Colégio Padrão.
 Paródia da música Máscara Negra de Zé Kéti (1969)

 

Quantos tiras, ó quantos gorilas
Mais de mil milicos em ação
Estudantes apanhando pelas ruas da cidade
Gritando por “Liberdade”!


Foi bom te ver outra vez
Está fazendo um ano
Foi no carnaval que passou


Eu sou aquele estudante
Que apanhou, que gritou e gritou

E nesta farsa tão negra
Que esconde a verdade
Eu quero gritar “Liberdade”
Vou gritar agora
Não me leve a mal
Fora o marechal.

 

 Paródia da música Máscara Negra de Zé Kéti

(Versão de Luis Carlos Bocão e Rogério, lançada
em 27/01/1967, no baile do Esqueleto,em Niterói.)
Enviada por: Eugênio A.V.S.

FARSA NEGRA

Quantos tiras, oh Quantos gorilas
Mais de mil milicos em ação!
Estudante está apanhando pelas ruas da cidade
Gritando por liberdade

Está fazendo 3 anos
Me lembro tão triste
Que o Seu Castelo entrou
Eu sou aquele estudante
Que apanhou, mas que gritou
E gritou!

A mesma farsa tão negra
Que esconde a verdade
Eu quero gritar liberdade

Vou gritar, agora!
Não me leve a mal
Fora o Marechal!

Vou gritar, agora!
Não me leve a mal
Fora o Marechal!