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-Ao
Pedro II, tudo ou nada?
- Tudo!
-Então, como é, como é, como é que é
?
- Tabuada!
Três vezes nove, vinte e sete
Três vezes sete , vinte e um
Menos doze, ficam nove
Menos oito, fica um!
Zum, zum, zum, paratibum!
Pedro II !!!
“
... – Ao Pedro II, tudo ou nada?
E todos , em uma só voz:
- Tudôôôôôô!
E segue-se o mais vibrante, aguerrido, emocionante e respeitado grito
de guerra de que jamais tive notícia, a nossa tão querida
Tabuada.
Ouvia aquilo pela primeira vez, sem saber direito o que era. Imaginava
ser uma música, mas também parecia uma oração...
(não sei, de aluno do Pedro II se deve esperar tudo, até
rezar de repente, no meio de uma torcida, após um jogo de basquete).
Ao longo dos nove anos que se seguiram, sempre me senti como que convocado
quando ouvia a Tabuada. E, a bem da verdade, devo declarar que até
hoje me sinto assim, pois aquela farda querida que tanto agasalhou o meu
corpo jovem ainda existe e está, com muito carinho, bem agasalhada
e protegida na minha razão, na minha saudade e na minha gratidão...
“
Ovídio
Jauffret Guilhon
(“Ao Pedro II , Tudo ou Nada?” - p 25) |
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