Para ver a Banda passar ...
 

 

Para ver a Banda passar ...

 

 

Entrevista 1: Miguel Leal (ex-aluno do Colégio Pedro II, pai do José Pedro e um dos músicos da Banda do Colégio)

 

 

Grupo: Em que período você estudou no Colégio Pedro II?

Miguel: Cursei o ginásio de 1961 a 1964 na Unidade Tijuca e o Científico, de 1965 a 1967, na antiga sede do Colégio, hoje Unidade Centro.

 

Grupo: O que você acha dos alunos do Colégio?

Miguel: Aprecio muito a amizade que existe entre os alunos e a amizade entre os alunos e o Colégio.

 

Grupo: Cite alguma coisa que marcou a sua vida durante o período em que você estudou no Colégio.

Miguel: Além de ter sido aluno, tive a honra e o prazer de ter participado da Banda de música que existiu lá na antiga Sede, na década de sessenta.

 

Grupo: O que te motivou a entrar na Banda?

Miguel: Quem me motivou foi o meu irmão mais velho, Jorge, que já era músico da Banda quando fui transferido para a Sede.

 

Grupo: Quais os instrumentos que você e seu irmão tocavam na Banda?

Miguel: Eu tocava sax-alto e o meu irmão trompete.

 

Grupo: Qual era o nome da Banda?

Miguel: Banda do Colégio Pedro II, mas a chamávamos de “A Furiosa”.

 

Grupo: Qual era o nome do maestro da Banda?

Miguel: Maestro Augusto Siqueira Lima.

 

Grupo: Quanto tempo essa Banda existiu?

Miguel: Durante cinco anos, de 1963 a 1967.

 

Grupo: Qual era o repertório da Banda?

Miguel: Tocávamos o Hino Nacional, o Hino do Colégio, o Hino da Proclamação da República, o Hino a Bandeira, Cidade Maravilhosa, o Hino da Marinha (Cisne Branco) e diversos dobrados.

 

Grupo: Quantos componentes tinham na Banda?

Miguel: Eram vinte componentes.

 

Grupo: Quais os instrumentos que tinham na Banda?

Miguel: Trompetes, Saxofones, Clarinetas, Saxornes, Bombardino, Tubas, Bumbo, Taról e Pratos.

 

Grupo: Onde a Banda costumava se apresentar?

Miguel: Em solenidades, dentro e fora do Colégio.

 

Grupo: Que hino você mais gostava de tocar?

Miguel: O Hino do Colégio Pedro II.

 

 

Entrevista 2: Jorge Leal (ex-aluno do Colégio Pedro II, tio do José Pedro e um dos músicos da Banda).

 

 

Grupo: Em que ano você entrou no Colégio Pedro II?

Jorge: 1959.

 

Grupo: Em que unidade você estudou?

Jorge: Fiz o ginásio na Tijuca e o científico na Sede (Marechal Floriano).

 

Grupo: O que você acha do Colégio Pedro II, hoje em dia?

Jorge: Não tenho acompanhado muito de perto, mas já ouvi falar que o ensino continua bom.

 

Grupo: Falando sobre a Banda, qual instrumento você tocava?

Jorge: Trompete.

 

Grupo: Porque você escolheu o Trompete?

Jorge: Desde criança eu tinha vontade de aprender a tocar trompete. Quando fui estudar na Sede, ouvi um som de trompete que vinha lá da quadra. Encaminhei-me para o local de onde vinha o som e encontrei o maestro da Banda ensaiando um dos alunos. Pedi ao maestro para participar da Banda e ele deixou.

 

Grupo: Você só tocava trompete na Banda?

Jorge: Não, depois que eu aprendi a tocar trompete, me profissionalizei e formei um conjunto de bailes com o teu pai, que também era músico da Banda. Ele tocava sax.

 

Grupo: Você ainda sabe tocar trompete?

Jorge: Sim, mas não toco freqüentemente.

 

Grupo: Durante quanto tempo você e meu pai participaram tocando em bailes?

Jorge: Durante nove anos.

 

Grupo: Vocês só tocavam na Banda e em bailes?

Jorge: Não, gravamos alguns discos, tocamos em rádios e televisões.

 

Grupo: Em qual programa de televisão vocês tocaram?

Jorge: Tocamos em alguns programas, mas o mais importante foi no programa chamado “Discoteca do Chacrinha”. Era um programa em rede nacional, que divulgava bastante os artistas da época.

 

Grupo: Vocês tocaram com alguns artistas conhecidos?

Jorge: Sim, fizemos shows com artistas da Jovem Guarda. Nosso conjunto era contratado exclusivo da Puma Produções Artísticas, que pertencia ao filho do Chacrinha e à Wanderléa. Naquela época fizemos vários shows com a Wanderléa, a Adriana, o Jerry Adriani, o Wanderlei Cardoso, entre outros. Mas o mais importante show que fizemos foi quando o nosso conjunto acompanhou um conjunto americano chamado “The Platters”.